Mulher meia dona da vida,
A quem tanto a vida a ensina…

Faz dela uma guerreira…
Uma heroína…
Batalhadora mesmo sendo mulher sofrida…
Triunfante…
Amiga e companheira…
Esposa mulher amante…
Filha, mãe avó…
Adquire tantas patentes na vida,
E por vezes é desvalorizada…
E isola-se para sofrer unicamente só,
Por ser tantas vezes excluída…
Desrespeitada…
E não ter o merecido mérito na vida!
Mulher…
Tens o dom divino,
de possuíres a riqueza de um ventre,
poderes gerar dentro de ti teu filho…
sentires que és a vida de toda agente,
porque assim deus quis o teu destino.
Mulher…
Renovas-te em cada novo amanhecer…
Tua voz é aquele rouxinol de trinado suave…
E és frágil como uma suave briza…
Teu andar é como pena que desprende da ave,
Porque sobre o asfalto teu corpo desliza.
Mulher…
És graciosa, meiga e também forte…
Uma complexidade de sentimentos…
Capaz de sorrir a todos os martírios…
Chorar num dos bons momentos…
Basta ser um ser sublime neste mundo,
Mas por vezes afastada da boa sorte,
Quando é violentada…
Por outro ser que não vale nada,
Mas que foi um ser fecundado,
Num dos teus ventres,
Mas ainda dever-se-ia sentir honrado,
Por seres a génese dele entre as nossas gentes!

(Leandro Amador)