A paz flui por meu coração e, como um zéfiro, sopra sobre mim.
A paz, como fragrância me permeia.
A paz me trespassa como raios de luz.
A paz apunhala os corações do ruído e da inquietude.
A paz reduz a cinzas minha inquietação.
A paz se expande como um globo de fogo e preenche minha onipresença.
A paz, como o oceano, invade todo o espaço.
A paz, como sangue rubro, vitaliza as veias de meus pensamentos.
A paz, como auréola ilimitada, envolve meu corpo infinito.
A paz se lança, como chamas, dos poros de minha carne e do espaço inteiro.
O perfume de paz circula sobre os jardins floridos.
A paz é um vinho que flui perpetuamente do lagar de todos os corações.
A paz é o alento das pedras, das estrelas e dos sábios.
A paz é a ambrosia, é o vinho do Espírito, que flui do frasco do silêncio,
E que sorvo com as bocas inumeráveis de meus átomos.

(Yogananda)